Lembra-se de Janeiro passado, quando o gabinete holandês parecia realmente decidido a obrigar a Família Real a pagar imposto sobre o rendimento? Bem, está tudo no passado: o primeiro-ministro Schoof anunciou que não tem planos de fazer tal coisa.
Schoof declarou a sua relutância em pôr o plano em prática durante uma sessão de perguntas parlamentares sobre o orçamento do rei, relata a RTL.
Parecia um negócio fechado
A declaração de Schoof foi uma surpresa: em Janeiro, a Câmara dos Representantes aprovou uma moção para alterar a Constituição para eliminar a isenção do imposto sobre o rendimento da Família Real.
A moção ainda não foi suficiente para ser transformada em lei, uma vez que é necessária uma maioria de votos de dois terços do parlamento para alterar a constituição – no entanto, pela primeira vez em anos, isto parecia alcançável.
A moção, proposta pelo político do D66, Joost Sneller, obteve o apoio do PVV, NSC e BBB, que na altura estavam prestes a entrar na nova coligação governamental.
Por que o plano foi cancelado, então?
Schoof citou duas razões pelas quais “não vê razão para colocar uma proposta em tramitação”.
Primeiro, ele acha que é desnecessário “do ponto de vista da estabilidade das finanças da Casa Real” – e quanto à estabilidade financeira dos seus súbditos?
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Em segundo lugar, não tem a certeza se a proposta teria o apoio maioritário necessário no parlamento.
Para ser justo, as coisas mudaram bastante desde Janeiro nesse departamento: dois dos quatro partidos da actual coligação, o VVD e o BBB, manifestaram dúvidas sobre a proposta.
O acordo, então, está longe de estar concluído – o rei pode deixar escapar um suspiro de alívio real. ????????
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