
Mais de 1.100 líderes religiosos na Holanda assinaram uma petição contra a “política de refugiados mais rigorosa de sempre” do governo holandês de direita, informou Trouw na quinta-feira.
Os planos, que incluem a eliminação das autorizações de residência permanente, a reintrodução dos controlos nas fronteiras e o envio de refugiados de volta para partes “seguras” da Síria, são “extremamente preocupantes”, dizem os signatários. Eles também instam o governo a mostrar “justiça e misericórdia”.
No total, 1.153 padres, imãs, rabinos e outros assinaram o documento, que é dirigido ao primeiro-ministro Dick Schoof, informou o jornal.
“Quando li as palavras do acordo de coligação pensei ‘este não é o meu país’”, disse Jan de Beer, que redigiu a petição, a Trouw. “Arrepios percorreram-me a espinha… a mensagem do gabinete é que não queremos ajudar os refugiados. E os ministros estão orgulhosos disso. É tão insensível.
De Beer disse ao jornal que havia paralelos com a forma como a Holanda lidou com os judeus alemães que solicitaram asilo na década de 1930, quando lhes disseram “não”.
“Um refugiado será doravante considerado um elemento indesejável na sociedade holandesa”, diz ele, citando uma carta da época.
No início desta semana, o Conselho Holandês de Igrejas emitiu um comunicado de imprensa condenando os cortes planeados pelo governo nas despesas com ajuda humanitária, que dizem ir contra os valores fundamentais do amor fraternal e do cuidado com os pobres.
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