Ontem, cerca de 100.000 pessoas vestidas de vermelho inundaram as ruas de Haia no que se tornou o maior protesto na Holanda em duas décadas.
Suas demandas? Para o gabinete holandês quebrar seu silêncio sobre os crimes de guerra de Israel em Gaza e tomar uma posição firme contra o que muitos estão formalmente (e finalmente) chamando de genocídio.
Por que todo mundo estava vestindo vermelho?
Os organizadores de protesto pediram aos participantes que usassem vermelho para “desenhar uma linha vermelha” – um ato simbólico destinado a destacar a linha que o governo holandês não conseguiu se desenhar. ❌


Até agora, o governo ficou do lado da narrativa de “autodefesa”, insistindo que Israel tem o direito de se defender, mesmo quando organizações de direitos humanos e estudiosos do direito levantam alarmes sobre a violação do direito internacional.
De acordo com a NOS, os organizadores estimam que mais de 100.000 pessoas participaram, tornando -a a manifestação pública mais significativa na Holanda nos últimos 20 anos.
O desrespeito de Israel pelo direito internacional
Os manifestantes marcharam do Malieveld para o Palácio da Paz, Lar do Tribunal Internacional de Justiça (ICJ).
Um caso de genocídio contra Israel está atualmente pendente no ICJ. No ano passado, o tribunal ordenou que Israel tomasse todas as medidas necessárias para proteger a população civil em Gaza e garantir que a ajuda humanitária pudesse entrar na região.
No entanto, os manifestantes argumentam que Israel ignorou descaradamente essas decisões, causando um número de mortes insondável, superando 53.000.
Como os alunos da justiça na Palestina (SJP) enfatizavam, não se trata apenas de desenhar uma linha vermelha, mas garantir que seja aplicada em nossas instituições, políticas e escolhas diárias.
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