
O comissário europeu Wopke Hoekstra deve permanecer para um segundo mandato em Bruxelas depois que seu nome foi proposto pelo novo gabinete, de acordo com relatos da mídia holandesa.
O ex-líder democrata-cristão (CDA) é visto como uma escolha pragmática, apesar de seu partido ter deixado o governo depois de cair para cinco cadeiras nas eleições gerais de novembro passado.
Como ex-ministro das Finanças, Hoekstra é visto como um peso-pesado político em Bruxelas, aumentando as chances de a Holanda garantir uma pasta econômica influente na próxima comissão.
O CDA é filiado à maior facção do parlamento europeu, o Partido Popular Europeu (PPE) de centro-direita de Ursula von der Leyen, que foi reeleita presidente da comissão na semana passada.
Dos quatro partidos do novo governo holandês de Dick Schoof, apenas o partido liberal de direita VVD tinha candidatos alternativos adequados a Hoekstra.
Houve rumores de que o eurodeputado Malik Azmani e a ex-ministra do Comércio Exterior Liesje Schreinemacher foram considerados, mas a equipe de Schoof teria indicado o nome de Hoekstra, informou a RTL Nieuws.
Hoekstra é conhecido por estar interessado em permanecer como comissário da Holanda, mas quer deixar a pasta do clima que herdou de Frans Timmermans em outubro passado.
A decisão de renomear um ex-ministro de um partido de oposição levantou algumas sobrancelhas, mas não é inédita. Timmermans continuou como comissário do clima em 2019, apesar do Partido Trabalhista (PvdA) ter perdido três quartos de suas cadeiras na eleição geral dois anos antes.
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