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Os holandeses apoiam principalmente o Rei e a Rainha que visitam Trump esta noite


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    O Rei Willem-Alexander e a Rainha Máxima passarão esta noite na Casa Branca como convidados de Donald Trump, com o primeiro-ministro Rob Jetten a juntar-se para um jantar privado – e mais de metade do público holandês apoia a visita, apesar do desconforto generalizado sobre a actual administração dos EUA.

    A pernoite está longe da rotina. Segundo o correspondente americano Erik Mouthaan, os quartos da Casa Branca são normalmente reservados para amigos pessoais do presidente.

    No entanto, o acordo segue uma convenção diplomática: Trump permaneceu em Huis ten Bosch durante a cimeira da NATO em Haia, em Junho passado, e o princípio da reciprocidade aplica-se – mesmo que, como Mouthaan disse à RTL Nieuws, “Trump só cumpra as regras quando quer”.

    Um cenário tenso

    A visita chega em um momento particularmente tenso. Trump publicou recentemente no Truth Social que a NATO “não estava lá quando precisávamos dela” – e na semana passada fez uma ameaça extraordinária sobre o Estreito de Ormuz que suscitou duras críticas em Haia.

    Os partidos de oposição de esquerda têm-se manifestado veementemente na sua oposição à viagem. O repórter político da RTL, Fons Lambie, observa, no entanto, que “uma grande maioria da Câmara” o apoia.

    O que os holandeses realmente pensam

    Uma pesquisa realizada pelo RTL News Panel – realizada em 9 e 10 de abril entre mais de 17 mil entrevistados – descobriu que 51% dos holandeses estão positivos sobre a visita, principalmente porque acreditam que manter os laços com Washington é importante neste momento.

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    Cerca de 38% opõem-se, sentindo que a administração Trump não merece a boa vontade holandesa nesta fase.

    O pesquisador de opinião da RTL, Gijs Rademaker, chamou isso de “um dilema diabólico” para muitos. A maioria dos holandeses vê a administração Trump de forma negativa, mas o consenso é que cancelar o convite causaria mais danos do que ir.

    Curiosamente, o apoio holandês supera o entusiasmo britânico por uma visita comparável: cerca de 42% dos britânicos apoiam a próxima viagem do rei Charles a Washington, de acordo com uma pesquisa YouGov para Os tempos.

    O jantar em si

    A noite é considerada privada – mas, como observou Mouthaan, Trump é o anfitrião e define a agenda. Os tópicos políticos estão firmemente em cima da mesa, quer o casal real os queira ou não.

    Uma pequena maioria dos entrevistados (54%) deseja que Jetten levante a posição dos Países Baixos sobre questões sensíveis – mas com cuidado, e não de uma forma que arrisque um desentendimento público.

    A memória do confronto televisivo de Trump com Zelensky – que gerou a sua própria paródia holandesa – é fresca.

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    O mesmo acontece com o incidente de Pearl Harbor, no qual Trump fez uma observação incisiva à primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sobre o ataque do seu país à base naval dos EUA na Segunda Guerra Mundial, enquanto ela estava sentada ao lado dele.

    Rademaker resumiu a abordagem preferida do público holandês: sutileza nas salas, não impasse diante das câmeras.

    Para Jetten, que é primeiro-ministro desde fevereiro, trata-se de uma audiência invulgarmente rápida com o presidente dos EUA.

    As bases, pelo menos, foram lançadas: os seus comentários anteriores sobre Trump ser um “criminoso condenado” e “misógino” foram aparentemente resolvidos antecipadamente com o embaixador dos EUA nos Países Baixos.

    Você acha que a realeza holandesa deveria manter a política fora do jantar desta noite – ou este é o momento de Jetten falar? Deixe-nos saber nos comentários.

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