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Não existe um nível seguro de consumo de álcool e mesmo um único copo por dia representa um risco, concluiu o Conselho de Saúde Holandês, aconselhando o governo a desencorajar activamente o consumo de todos os tipos de álcool para todas as pessoas no país.
Num relatório consultivo publicado na quinta-feira, o organismo científico independente afirmou que a política do álcool deveria ter como objetivo “desnormalizar” o consumo de álcool para todas as faixas etárias e todos os setores da sociedade, em vez de identificar um nível que considere seguro.
O Ministério da Saúde pediu ao conselho que analisasse os efeitos do álcool na saúde “no sentido lato” – não apenas o risco de doença e morte, mas também os acidentes rodoviários e os incidentes de agressão e violência.
Encontrou fortes evidências de que o álcool, em qualquer quantidade, aumenta o risco de sete tipos de cancro, bem como o risco de danos nos órgãos. A velha ideia de que o consumo moderado de álcool pode proteger contra doenças cardíacas, por exemplo, reduzindo o risco cardiovascular, não está comprovada, afirmou.
Uma linha mais difícil
A conclusão aguça a posição anterior do conselho. Suas diretrizes dietéticas de 2015 aconselhavam as pessoas a não beber ou a limitar-se a um copo por dia.
O álcool também afeta o funcionamento do cérebro e aumenta o risco de dependência, afirma o relatório. Qualquer nível de consumo de álcool aumenta a chance de acidente de trânsito e de violência.
Uma investigação holandesa publicada em Janeiro descobriu que beber dois copos a menos por semana evitaria milhares de casos de cancro até 2050, com os investigadores a observarem que mesmo pequenas quantidades aumentam o risco.
Consumo em queda
O número de bebedores pesados e excessivos nos Países Baixos tem vindo a diminuir e pouco mais de três quartos dos adultos dizem agora que bebem.
O conselho disse que a mudança da norma social seria uma transição desafiadora, mas que um grupo crescente de não bebedores poderia experimentar tal mudança como apoio.
O conselho agora vai para a ministra da saúde, Sophie Hermans, cujo ministério o encomendou. O governo ainda não disse como irá responder.
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