
Um homem que lutou para que três pequenas doações a instituições de caridade no estrangeiro fossem deduzidas da sua conta fiscal perdeu o seu caso no Supremo Tribunal.
Em 2020, o homem doou dinheiro para instituições de caridade na Alemanha e na Suíça, mas porque as organizações não tinham o chamado Anbi ou status de “bem maior” que as instituições de caridade holandesas reconhecidas têm, ele não foi autorizado a deduzi-los dos impostos.
O homem argumentou que, com base nas regras europeias de livre fluxo de capitais, o Anbi status não era aplicável porque as instituições de caridade em questão são reconhecidas localmente como tal e cumprem Anbi condições.
O homem recorreu das decisões dos tribunais de primeira instância, argumentando que os Países Baixos não podem recusar uma vantagem fiscal simplesmente porque o Estado não consegue verificar o estatuto das instituições de caridade no país onde estão localizadas.
Contudo, o Supremo Tribunal decidiu que o Anbi o registro é necessário porque garante que as instituições de caridade sejam devidamente controladas. O tribunal manteve duas decisões de tribunais inferiores.
O Supremo Tribunal não solicitou a opinião do Tribunal de Justiça Europeu, apesar de uma recomendação do advogado-geral para que o fizesse, informou o Financieele Dagblad.
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