
Centenas de manifestantes curdos manifestaram-se em frente ao parlamento holandês na noite de segunda-feira para pedir o fim da violência contra os curdos no norte da Síria.
O grupo agitava cartazes e bandeiras curdas exigindo a intervenção dos líderes europeus para impedir os ataques das forças governamentais contra civis.
O Exército Sírio assinou um cessar-fogo no fim de semana com as Forças de Defesa Sírias (SDF) lideradas pelos Curdos, concebido para pôr fim a duas semanas de combates, depois de o governo da Síria ter intensificado os seus esforços para obter o controlo de todo o país.
Manifestações também foram realizadas em Berlim, onde o presidente interino da Síria, Ahmed al-Sharaa, deveria se encontrar com o chanceler alemão Friedrich Merz na segunda-feira, mas a visita foi cancelada depois que novos combates eclodiram na região curda.
Os manifestantes em Haia acusaram a União Europeia de financiar o terrorismo, uma vez que o governo de Al-Sharaa é composto por antigos rebeldes islâmicos que derrubaram o regime de Bashar al-Assad em Novembro de 2023.
Uma faixa dizia: “A Europa está agora a financiar o que outrora chamou de terrorismo com 620 milhões de euros à custa de vidas curdas”.
A polícia de choque foi colocada de prontidão em frente ao edifício temporário do parlamento em Bezuidenhoutseweg, mas a manifestação decorreu pacificamente e não foram registadas quaisquer detenções.
Os manifestantes exigiram um encontro com o presidente do parlamento, Martin Bosma, ou com o presidente da Câmara de Haia, Jan van Zanen, mas a multidão acabou por se dispersar após várias horas.
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