
A administração fiscal começará na terça-feira a alertar 2,6 milhões de contribuintes para a possibilidade de terem pago demasiado imposto sobre activos a partir de 2017.
A advertência surge na sequência de duas decisões do Supremo Tribunal sobre a forma como a administração fiscal calculou o imposto a pagar sobre activos como imóveis, poupanças e acções, com base em declarações fictícias.
A carta não apela aos destinatários para que tomem medidas, apenas afirma o seu estatuto. Só no próximo Verão é que lhes poderá ser solicitado o preenchimento de um formulário.
Desde a introdução do imposto sobre activos em 2001, as pessoas com propriedades ou poupanças consideráveis pagaram impostos com base num lucro presumido e numa combinação de carteira presumida. Mas esta combinação fictícia produziu muitas vezes um retorno que foi muito superior aos ganhos reais.
O Supremo Tribunal decidiu em 2021 que o sistema violava a legislação da UE e ordenou ao governo que repensasse. Um sistema revisado também foi descartado pelos tribunais em junho.
O governo está agora a trabalhar num novo sistema, mas no mês passado o Financieele Dagblad informou que a administração fiscal provavelmente não cumprirá o prazo de 2027 para introduzir um novo imposto sobre activos baseado no rendimento real.
O projecto de legislação está actualmente a ser avaliado pelo Conselho de Estado, mas a sua introdução provavelmente será adiada devido à falta de capacidade de TI na administração fiscal, afirmou o jornal. Cada ano de atraso custa ao Tesouro 2 mil milhões de euros.
Um grupo de pessoas cuja declaração fiscal de 2019 ainda não foi finalizada deverá agir agora, mas será avisado para o fazer na carta.
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