Os cidadãos holandeses não podem ser repatriados do Médio Oriente para casa por enquanto, confirma o governo holandês, citando riscos de segurança e um espaço aéreo fechado.
Segundo a NOS, o Ministro dos Negócios Estrangeiros, Tom Berendsen, afirmou claramente: “Se queremos trazer pessoas para casa, queremos fazê-lo em segurança. Neste momento, essas opções não existem”.
Dado que as repatriações são difíceis e não são legalmente obrigatórias, mesmo nos melhores momentos, o governo holandês descartou-as por enquanto.
Então, o que acontece com aqueles que ficam presos?
O que o governo está fazendo
Berendsen disse que está monitorando de perto a situação em busca de qualquer oportunidade de ajudar.
Entretanto, o Ministério dos Negócios Estrangeiros mantém um blogue ao vivo em rijksoverheid.nl com informações de segurança atualizadas para os cidadãos holandeses na região.


Os conselhos do governo detalham onde as preocupações de segurança são maiores. Por exemplo, hotéis específicos em Erbil, no Iraque, foram sinalizados como riscos de ataque aumentados.
Além disso, Berendsen está em contacto com homólogos europeus para explorar que ações coordenadas poderão ser possíveis, uma vez que muitos outros cidadãos europeus também estão retidos.
Quantos viajantes holandeses são afetados?
Não está claro exatamente quantos cidadãos holandeses estão atualmente na região.
O ministério não tem acesso a um número preciso de viajantes, uma vez que os nacionais não são obrigados a registar-se nas embaixadas holandesas quando estão no estrangeiro.
Berendsen reconheceu que há “muitos” – até porque a região é um destino de férias popular.
O centro de crise do ministério recebeu mais de 1.000 mensagens de pessoas que tentam saber como elas ou os seus familiares podem sair da zona em segurança, informa a NOS.


Se você está preso na região
As pessoas são aconselhadas a ficar alertas, acompanhar as notícias locais e evitar movimentos desnecessários até que a situação fique mais clara.
Os cidadãos holandeses que necessitem de assistência consular podem contactar a linha de emergência do Ministério dos Negócios Estrangeiros 24 horas por dia, em +31 247 247 247.
O panorama geral: o envolvimento de Hormuz e da Holanda
Embora Berendsen não tenha endossado explicitamente os ataques dos EUA e de Israel ao Irão, expressou compreensão pelos ataques, citando o que chamou de “enorme risco e ameaça” do regime iraniano.
Particularmente preocupante é o apoio da nação à invasão da Ucrânia pela Rússia. Além disso, o alegado programa de armas nucleares do Irão é um ponto de discórdia na política internacional.
Isto ocorre no meio de uma fase já turbulenta para a política externa holandesa, com as disputas relacionadas com o conflito de Gaza já tendo ajudado a derrubar o anterior governo holandês.
A maior preocupação de Berendsen neste momento, porém, é a escalada regional.


A Guarda Revolucionária Iraniana (IRGC) anunciou este fim de semana que pretende bloquear o Estreito de Ormuz – a via navegável crítica através da qual flui o gás liquefeito para a Europa.
Berendsen considerou “essencial” manter esta hidrovia aberta e não descartou a possibilidade de a Holanda contribuir para a sua defesa, se solicitado. “Estamos nos preparando para todas as situações”, disse ele.
Você ou alguém que você conhece atualmente está no Oriente Médio? Deixe-nos saber nos comentários como está a situação no terreno.

