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Caso de agressão contra o aeroporto de Amsterdã devido à poluição sonora


    O cão do seu vizinho, o seu recém-nascido e os turistas bêbados debaixo da sua janela poderão em breve enfrentar problemas legais – se os residentes perto do Aeroporto de Schiphol provarem que a privação de sono conta como abuso.

    Conforme escreve o AD, eles estão entrando com uma caso de agressão contra o Aeroporto de Schiphol, alegando que anos de poluição sonora lhes roubaram o sono anterior e, consequentemente, a saúde.

    Pronto para a batalha (e bom sono)

    Os residentes de Schiphol afirmam que a poluição sonora do aeroporto causou uma falta de sono que é prejudicial à sua saúde física e mental. Eles também afirmam que isso constitui abuso.

    Dizem que a natureza deste abuso não é acidental, mas sistémica e motivada por – você adivinhou: dinheiro. 💰

    Os residentes, unidos pela Fundação Direito à Proteção contra Incómodos com Aeronaves (RBV), já venceram um processo civil contra o Estado holandês este ano.

    O tribunal decidiu que o governo ignorou sistematicamente os interesses dos residentes, mas não houve qualquer punição envolvida e, portanto, nenhuma aplicação adequada.

    O resultado? Os cidadãos mais cansados ​​dos Países Baixos decidiram enfrentar desta vez todos os grandes intervenientes num processo criminal: o Aeroporto de Schiphol, a KLM, a Transavia e o próprio Estado holandês (já que este é o maior accionista de Schiphol).

    O primeiro desse tipo

    Nunca houve uma condenação por abuso devido à poluição sonora nos Países Baixos, pelo que este caso estabeleceria precedência.

    Como pretendem os residentes de Schiphol ganhar um caso tão importante? Ao contratar Bénédicte Ficq, um grande advogado que já abriu processos contra a indústria do tabaco, a Tata Steel e a Chemours.

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    Ela está esperançosa com o caso: “O decreto de aviação de 2008 estipula que os danos causados ​​não podem piorar em relação aos danos que já existiam. E isso realmente aconteceu.”

    Isto, combinado com a vitória no processo civil e o facto de o sono ser um direito humano, e pode ser a vez do CEO do Schiphol perder um pouco de sono – neste caso devido à preocupação. 👀

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    Por um lado, enfrentar o Estado e três empresas poderosas num caso criminal pode soar como morder um pouco mais do que se consegue mastigar.

    Por outro lado, há poucos adversários que gostaríamos de enfrentar em tribunal menos do que um exército de pessoas irritadas e cansadas que lutam pelos direitos humanos fundamentais.

    Como você acha que esse caso vai se desenrolar? Deixe-nos saber sua opinião abaixo!