Os Países Baixos não conseguem abordar adequadamente a discriminação, conclui o relatório final do Comissão Estadual contra a Discriminação e o Racismo.
A comissão apela a uma revisão da abordagem actual do governo.
Este não é o primeiro aviso desse tipo. Na sequência de uma série de relatórios e recomendações ao longo dos últimos quatro anos sobre discriminação tanto offline como online, a comissão reiterou que estes danos são sistémicos e estruturais, informa a NOS.
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Argumenta que a discriminação está incorporada no sistema jurídico, nas instituições governamentais, no mercado de trabalho, na saúde, na habitação e na educação.
O problema
A Presidente da Comissão, Joyce Sylvester, afirma que “a legislação e as políticas ainda são muitas vezes desenvolvidas a partir de uma perspetiva limitada, na qual as pessoas diretamente afetadas pela discriminação não estão suficientemente envolvidas, embora sejam precisamente elas que podem ajudar a combater a discriminação”.


A comissão apela a um governo que não só elimine a discriminação dentro das suas próprias instituições, mas que trabalhe activamente para a prevenir – um dever que argumenta já estar consagrado na Constituição Holandesa.
10 passos à frente
Como o governo pode conseguir isso? A comissão propõe uma agenda de acção com dez passos concretos, incluindo uma melhor monitorização da discriminação, a limitação da definição de perfis baseada em dados e o reforço da supervisão.
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Um elemento central é a proposta de introdução de uma obrigação legal de igualdade do sector público, modelada em leis semelhantes no Reino Unido e na Irlanda.
Isto exigiria que as agências governamentais incluíssem a igualdade de tratamento nas políticas desde o início.
Sem comentários
Quando solicitado pela NOS a comentar as novas conclusões da Comissão, o Ministério do Interior recusou.


Um porta-voz disse à NOS que o Ministério iria primeiro “estudar cuidadosamente o relatório final” antes de responder, acrescentando que é uma questão “que levamos a sério”.
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